quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os custos que vão além do valor do imóvel na hora da compra.


Gastos com impostos e taxas cartoriais costumam chegar a 4% do valor do imóvel; veja como calculá-los.


São Paulo – Os impostos e taxas cartoriais cobradas na compra de um imóvel costumam custar até 4% do valor da propriedade. Na cidade de São Paulo, por exemplo, na compra de um imóvel de 700 mil reais, os custos indiretos somam 19 mil reais, ou 2,77% do valor do imóvel. Por isso, é essencial que o comprador inclua esses custos no orçamento para evitar surpresas na hora de fechar o negócio. 
Os principais gastos envolvidos são com o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado pela prefeitura, a escritura pública, cobrada pelo cartório e o registro do imóvel, cobrado pelo tabelionato de notas.
"O ITBI varia de acordo com a cidade e a escritura e o registro do imóvel variam de acordo com o estado, por isso os custos podem mudar conforme a região. Mas, normalmente eles ficam em torno de 4% do valor do imóvel e não passam muito disso", afirma Gilberto Yogui, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP).
Veja na tabela abaixo os principais custos envolvidos na compra de imóveis. 
Taxa/ImpostoValor/AlíquotaQuem cobraQuando
Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)Até 3% do valor do imóvel, variando de acordo com a cidade. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a alíquota é de 2%. Para imóveis de menos de 500 mil reais, financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH),pode haver descontos.PrefeituraPrazos estipulados na data do contrato de compra e venda. Imposto pode ser pago à vista e, em algumas cidades, em parcelas. Em São Paulo o prazo é de dez dias.
Escritura pública Valor é tabelado e varia de estado para estado e de acordo com o valor do imóvel. As tabelas podem ser encontradas nos sites dos Colégios Notoriais dos respectivos estados (veja a tabela de São Paulo). Tabelionato de notas. É cobrada apenas na compra à vista. No financiamento, o contrato com o banco tem força de escritura pública.Prazos variam de estado para estado.
Registro do imóvelValor é tabelado e varia de estado para estado e de acordo com o valor do imóvel. As tabelas estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB).CartórioApós o pagamento do ITBI e da escritura.
Vale ressaltar que alguns custos não são de responsabilidade do comprador, mas o vendedor pode embuti-los no valor do imóvel. A corretagem é um deles. O percentual cobrado pelas imobiliárias normalmente é acrescido ao preço do imóvel e, consequentemente, é pago pelo comprador.


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/os-custos-que-vao-alem-do-valor-do-imovel-na-hora-da-compra?page=1

terça-feira, 11 de junho de 2013

O rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo.


O americano Stephen Ross é o empresário que mais ganhou dinheiro com imóveis nos Estados Unidos. Ele falou a EXAME sobre seu mais recente alvo — o Brasil.





São Paulo - Sujeitos excêntricos fizeram fortuna no mercado imobiliário americano nas últimas décadas. O  empresário  Donald Trump é presidente da incorporadora herdada do pai, mas ficou mais conhecido por seus casos extraconjugais, por ter sido protagonista de um programa de TV, por ser um eterno candidato fanfarrão à Presidência e por ter quebrado um punhado de vezes.
Outro exemplo é o investidor Sam Zell, que, aos 71 anos, é o líder de um grupo de motoqueiros chamado Zell’s Angels, que organiza viagens de moto pelo mundo. Quem mais ganhou dinheiro nesse mercado, porém, foi um empresário bem mais convencional e discreto, o americano Stephen Ross.
Com uma fortuna estimada em 4,4 bilhões de dólares, Ross comanda a incorporadora Related, que é dona de 20 bilhões de dólares em imóveis nos Estados Unidos. É, hoje, a maior proprietária de prédios para locação em Nova York — tem quase 18 000 apartamentos e 2,6 milhões de metros quadrados de escritórios e lojas.
Como seus colegas menos convencionais, Ross decidiu que é hora de construir no Brasil. “Ainda há muito espaço para investir no mercado brasileiro, principalmente no segmento de luxo”, disse ele a EXAME.
Formado em direito pela Universidade de Michigan em 1962, Ross começou a trabalhar como advogado tributarista em Detroit, onde nasceu, mas desistiu da carreira em pouco tempo. Nos anos 70, mudou-se para Nova York para tentar a sorte em Wall Street. Foi demitido do primeiro emprego, no banco Bear Stearns, e decidiu mudar de novo.
Pegou um empréstimo de 10 000 dólares com a mãe e investiu na construção de casas populares nos subúrbios de Nova York. Na época, a vantagem desse tipo de imóvel é que havia financiamento de sobra, subsidiado pelo governo.
Fez fortuna aí, mas ganhou notoriedade depois que resolveu lançar grandes projetos imobiliários, como o Time Warner Center, que reúne prédios residenciais, comerciais e um shopping em Manhattan. Hoje, a Related coordena a construção do maior empreendimento de Nova York, que ocupará uma área equivalente a dez campos de futebol e deve levar, numa estimativa conservadora, dez anos para ficar pronto.
Batizado de Hudson Yards e orçado em 12 bilhões de dólares, está sendo construí­do numa região desvalorizada no lado oeste da ilha — que a prefeitura vinha tentando revitalizar há tempos, sem sucesso.
A Related fechou um acordo camarada com o prefeito Michael Bloomberg,  que prometeu inaugurar uma estação de metrô ao lado do complexo e permitiu a Ross fazer um empreendimento três vezes maior que o original. “Vamos criar um novo bairro na cidade”, diz Ross. 
Enquanto constrói seu bairro em Manhattan, Ross está em plena expansão internacional. O objetivo é ganhar dinheiro em mercados onde a demanda por imóveis ainda cresce de forma acelerada, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos.
Desde 2011, lançou empreendimentos em locais como Argentina, China, Emirados Árabes, Índia e México. Agora, segundo ele, sua maior aposta é o Brasil. Em 2012, a Related abriu um escritório em São Paulo. Os projetos começam a sair do papel.
Alta renda
Ross afirma ter separado 600 milhões de dólares para investir no país nos próximos três anos (a empresa de Sam Zell aplicou 1 bilhão de dólares aqui em 14 anos).
O primeiro lançamento da Related no mercado local está previsto para junho: um edifício residencial em São Paulo, próximo à avenida Brigadeiro Faria Lima, com apartamentos de 40 a 70 metros quadrados, bem ao estilo nova-iorquino — com prédios repletos de serviços e próximos ao local de trabalho.
O plano inicial é cobrar 18 000 reais por metro quadrado. “É o preço. Apostamos em quem está disposto a trocar tamanho por localização”, diz Daniel Citron, presidente da Related no Brasil. O alvo seguinte é o Rio de Janeiro.
Ainda que suas maiores apostas estejam no setor imobiliário, Ross começou a diversificar depois da crise de 2008 (ele estava levantando recursos para o Hudson Yards na época e corria o risco de perder o projeto). Nos Estados Unidos, é dono do time de futebol Miami Dolphins e da rede de academias Equinox, voltada para a classe A.
No ano passado, criou a RSE Ventures, empresa de marketing esportivo e organização de shows e jogos. Seu plano é trazer a academia e a RSE para o Brasil no futuro. Faz sentido colocar dinheiro no Brasil agora, após a disparada recente no preço dos imóveis? “Ruim seria entrar quando todo mundo já comprou os imóveis que tinha para comprar”, diz ele. “E isso não aconteceu.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1043/noticias/trump-fica-no-chinelo?page=1

sexta-feira, 7 de junho de 2013

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Preço do metro quadrado no Brasil sobe 1% em maio


Segundo Índice Fipe/Zap, Rio de Janeiro tem metro quadrado mais caro e Curitiba teve a maior alta de preços em maio na comparação entre 16 cidades.



São Paulo - O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet em 16 cidades brasileiras, registrou alta de 1% em maio de 2013, variação ligeiramente menor do que a registrada em abril, quando os preços subiram 1,1%. 
A variação de janeiro a maio de 2013 ficou em 4,9%. Considerando a variação do IPCA no mesmo período, de 2,9% - segundo estimativas do mercado apresentadas pelo Boletim Focus -, o aumento real (acima da inflação) dos preços dos imóveis neste ano no país é de 2%.
No período dos últimos 12 meses, o Índice FipeZap Composto (que inclui apenas as sete cidades cuja série histórica é maior) registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.
Dentre as 16 cidades monitoradas pelo índice, Belo Horizonte e Florianópolis registraram as maiores desvalorizações nos preços em maio, de -0,1% e -0,2%, respectivamente. Curitibaapresentou a maior alta no mês, de 3,3%. Em São Paulo, a alta foi de 1% e no Rio de Janeiro, de 1,2%. 
Veja abaixo o preço médio do metro quadrado apurado em maio das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap:
CidadePreço médio do metro quadrado
Média NacionalR$ 6.748
Rio de Janeiro*R$ 9.160
Brasília*R$ 8.346
São Paulo*R$ 7.192
NiteróiR$ 6.701
Recife*R$ 5.313
Belo Horizonte*R$ 5.181
Fortaleza*R$ 5.029
São Caetano do SulR$ 4.874
FlorianópolisR$ 4.677
Porto AlegreR$ 4.467
Santo AndréR$ 4.243
Salvador*R$ 4.124
VitóriaR$ 4.067
CuritibaR$ 4.063
São Bernardo do CampoR$ 4.058
Vila VelhaR$ 3.542
(*) Cidades que representam o Índice Fipe/Zap Composto

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/preco-do-metro-quadrado-no-brasil-sobe-1-em-maio

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Para uma boa convivência pequenas adequações no imóvel garantem saúde e conforto para pets e seus donos


Os bichos de estimação tomaram conta dos apartamentos. O hábito de ter pets é crescente em famílias, casais sem filhos e solteiros e o espaço restrito das unidades residenciais em edifícios deixou de ser empecilho.
De olho nesse comportamento, construtoras e incorporadoras estão lançando empreendimentos com espaços comuns projetados para que os moradores levem seus cães e gatos para passear e se exercitar. Cyrela, Thá, San Remo e Vanguard investem nesse diferencial para atrair compradores e oferecer conforto aos futuros moradores dos edifícios com pet center (leia mais no box).
André Rodrigues/ Gazeta do Povo
André Rodrigues/ Gazeta do Povo / Pet Room no decorado do Palazzo Lumini tem aparelho sanitário próprioAmpliar imagem
Pet Room no decorado do Palazzo Lumini tem aparelho sanitário próprio
De outro lado, quem vive em apartamento precisa tomar alguns cuidados com o imóvel, em nome da saúde dos bichinhos e de seus moradores – e também para manter paredes, móveis e objetos em bom estado.
Limpeza fácil
Medidas simples de segurança e pequenas adequações podem ser providenciadas sem necessidade de reformas. O designer Marcos Novak, que mora há seis anos em um apartamento, tomou precauções para receber o schnauzer Titã e a lhasa Jandira. Uma delas foi fazer o lixamento dos antigos tacos de madeira do imóvel. Ele não tem tapetes felpudos em casa e trocou o tecido dos estofados por materiais lisos como o couro. “Tudo fácil de limpar, sem acumular pelos nem sujeira”, observa Novak. “Basta um pano úmido. Não preciso usar produtos pesados de limpeza”, complementa.
Outra ideia adotada pelo designer, que concilia estética e praticidade, foi a escolha de móveis sem base. “Prefiro os que possam ser instalados na parede, sem pés. São móveis bonitos, criam mais espaço e facilitam a limpeza do chão”, explica.
Novak sai diariamente para passear com os cãezinhos. Mesmo assim, instalou grandes vasos de plantas na área de serviço, que tem piso cerâmico, para casos de emergência – além de decorativos, eles cumprem uma função. “Se for preciso, os cachorros usam os vasos para se aliviar. O cheiro da terra também é bom para eles, que estão acostumados a fazer as necessidades em gramados”, aponta o designer. A área também ganhou uma portinha vai-e-vem para que os pets tenham liberdade de entrar e sair.
Cortinas e trincos
A arquiteta Ellen Marques, que já teve gatos em casa, recomenda que a fiação elétrica seja embutida. “Os fios devem ficar escondidos para evitar acidentes”, observa. Instalar persianas no lugar das cortinas de tecido é outra sugestão. “Gatos adoram arranhar e se pendurar nas cortinas”, salienta a arquiteta.
Ellen lembra que muitos pets passam boa parte do tempo sozinhos no apartamento. Vale a pena investir em itens de segurança como redes de proteção em janelas e sacadas. Os cuidados chegam também às portas. “Gatos e cachorros aprendem a pular e usar a pata para abrir trincos comuns. Para isolar um ou mais cômodos da casa, mantendo a porta fechada, vale a pena colocar um trinco no qual eles não consigam mexer”, afirma.
Mercado
Empreendimentos terão espaços para pets
Ainda são poucos, mas Curitiba já tem alguns empreendimentos com espaços comuns planejados para os bichos de estimação. Entre eles estão o Rio Jardine, no Ecoville, o Green Center, no centro histórico, e o Sellect Cabral, no bairro de mesmo nome, da Thá; o Garden Odessa, da Vanguard, no Orleans, e também os prédios Le Jardin e West Side, da Cyrela – todos em construção.
Entre os atrativos, os espaços contam com equipamentos do tipo “agility”, onde os cães podem se exercitar, e áreas gramadas.
Os locais são separados de outros espaços comuns e projetados de forma a não incomodar moradores que não têm animais. Esse é, também, um argumento que não espanta potenciais compradores – afinal, nem todo mundo tem paixão por bichinhos.
Por outro lado, o espaço pet serve como incentivo à socialização e convivência entre os vizinhos e atende questões de segurança. Muita gente não gosta de sair às ruas para passear com os pets.
Luxo
O edifício Palazzo Lumini, da San Remo, é um caso à parte. O empreendimento de alto luxo, que está sendo construído no Ecoville, terá um Pet Care completo. Com 60m² para recepção, sala para repouso dos bichinhos e sala para banho e tosa, terá também hotel.
O apartamento modelo do Lumini, decorado pelo renomado arquiteto Jayme Bernardo, apresenta outra novidade: um pet room de luxo.
O espaço tem duas portas com vaivém, para acesso dos animais à área de serviço e também a um dos terraços externos. O piso é em porcelanato. No canto fica um aparelho sanitário automatizado de chão. Assim que o pet sai do “reservado”, um sensor dispara a descarga e limpa instantaneamente os dejetos.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/imobiliario/conteudo.phtml?tl=1&id=1367157&tit=Para-uma-boa-convivencia

terça-feira, 4 de junho de 2013

De olho na Copa? Veja os cuidados ao alugar por temporada.


Brasileiros já anunciam imóveis para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, e quem quer alugar seu imóvel para turistas deve se resguardar.


aluguel por temporada já está bastante disseminado no Brasil, inclusive com muitos brasileiros alugando parte ou a totalidade de sua residência principal quando se ausentam. O calendário de grandes eventos esportivos que vão ocorrer por aqui – como a Copa das Confederações, daqui a um mês – também estimula esse mercado. Mas é preciso se cercar de cuidados ao locar um imóvel a completos desconhecidos durante alguns dias.
De 15 a 30 de junho, a Copa das Confederações iniciará o calendário de grandes eventos esportivos no Brasil nos próximos três anos. No ano passado,EXAME.com já mostrou que alguns brasileiros estavam dispostos a alugar as próprias casas onde moravam para faturar um extra neste evento e na Copa do Mundo de 2014. Atualmente, sites como o Alugue Temporada e o Air Bnb, especializados em anúncios desse tipo de locação, já contam com alguns anúncios dedicados aos dois eventos nas cidades que receberão os jogos.
A responsável por tratar com os interessados em alugar o apart hotel de um amigo em Ondina, Salvador, diz que a procura para a Copa das Confederações está baixa. “Há muita procura para o Carnaval de 2014, mas para a Copa das Confederações ainda não houve candidatos”, diz. Ela explica que o amigo sequer chegou a fixar um preço para o evento esportivo, pois queria primeiro verificar a demanda. “No Carnaval, ele consegue alugar por algo entre 7 e 8 mil reais”, diz.
Fabrício, outro proprietário de Salvador, pretende alugar a própria residência para ganhar recursos extras durante a Copa das Confederações, que é o chamariz de seu anúncio na internet. Sua intenção é ganhar 6 mil reais alugando seu apartamento de três quartos para um grupo de até oito pessoas, mas até agora não fechou negócio com ninguém. “Na realidade, esperávamos ter o contrato de locação já definido nesta data, em virtude da proximidade do evento. Estamos surpresos com a baixa procura para este evento tão esperado”, diz.
Apesar da baixa procura, também no Distrito Federal, Valdete Baia de Jesus está quase fechando o aluguel de seu imóvel por 13 dias para um grupo de sete pessoas que vão trabalhar na Copa das Confederações. Ela pede 300 reais por dia, o que daria um total de 3.900 reais. Segundo Valdete, foi o único grupo interessado até agora no evento esportivo.
O imóvel de dois quartos é parte de sua própria residência, que ela adaptou para o aluguel por temporada. Apesar de se localizar no Núcleo Bandeirante, cidade-satélite de Brasília, o imóvel fica a cerca de meia hora do estádio onde ocorrerão as partidas. A família de Valdete tem outros imóveis no Plano Piloto voltados para locação que ainda estão sem interessados para o evento esportivo. Para outros fins, contudo, há procura. “Acabo de alugar um dos apartamentos para um grupo de teatro que veio fazer um trabalho na cidade”, explica.
Cerque-se de cuidados antes de alugar - Esteja você pensando na Copa das Confederações, nas férias de julho ou no potencial turístico da sua cidade, há uma série de cuidados essenciais a serem tomados ao alugar um imóvel a um grupo de desconhecidos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/de-olho-na-copa-veja-os-cuidados-ao-alugar-por-temporada

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como descobrir quanto vale o seu imóvel - Veja quais são os recursos que podem ser usados para definir um valor para o seu imóvel

Para quem precisa apenas de uma noção vaga do valor, sites podem fornecer esse tipo de informação
São Paulo – Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.

Consulte um corretor
Para quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.
Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.
Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis divulgam em seus sites uma tabela com os honorários dos principais serviços executados por corretores, como os percentuais de comissões por venda, locações e avaliações do valor do imóvel. Em São Paulo, uma avaliação por escrito é fixada em 1% do valor do imóvel e um parecer verbal custa, no mínimo, uma anuidade do Creci, que em 2013 é de 456 reais.
Segundo o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, na maioria dos casos os corretores visitam o imóvel e sugerem o valor ao proprietário verbalmente. Mas, também é possível solicitar uma avaliação documentada, o chamado “Parecer técnico de avaliação mercadológica”. “Esse documento fornece um valor para o imóvel e explica em detalhes porque foi determinado aquele preço. Ele inclui dados da estrutura do imóvel, comparativos de imóveis semelhantes vendidos na região e informações sobre zoneamento, infraestrutura e de mobilidade urbana”, diz.
Qualquer corretor pode opinar sobre o valor de uma propriedade, mas para elaborar o parecer técnico, o profissional precisa ter o título de avaliador imobiliário, que é garantido a corretores que têm diploma de curso superior em gestão imobiliária ou de especialista em avaliação imobiliária concedido por cursos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). É possível consultar a lista dos corretores com título de avaliador imobiliário no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), no site da Cofeci.
Viana explica que o documento é essencial em situações nas quais parentes ou cônjuges em processo de divórcio discordam sobre o valor de um imóvel herdado ou compartilhado prestes a ser vendido. Também é usado em permutas de imóveis ou em caso de inadimplência, quando o imóvel é tomado por um banco e o proprietário considera que a propriedade tem um valor maior do que aquele indicado pela instituição.
Para proprietários que não se encontram nessas situações, o parecer técnico pode ser apenas uma maneira de se resguardar nas negociações. “O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”, afirma o presidente do Creci.
Ele acrescenta que, no caso da venda de imóveis usados, como a negociação é permeada por muitas contrapropostas, o parecer técnico é apresentado para dar base ao valor estipulado pelo vendedor.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/como-descobrir-quanto-vale-o-seu-imovel